quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A LUZ QUE HÁ EM VOCÊ.

      Ainda que suas sombras interiores despertem o desânimo, persevere.
      Mesmo que seus sentimentos conspirem contra seu esforço pessoal, avance.
     Se as forças opositoras o envolverem no pessimismo, esforce-se um pouco mais.
     Quando todos os obstáculos do caminho lhe parecem instransponíveis, para um pouco, pense em Deus e prossiga.
     Somente trabalhando e se esforçando na transformação de seus impulsos de paralisia e derrotismo descobrirá dentro de si mesmo os potencias luminosos que serão as chaves libertadoras dos grilhões das imperfeições que você carrega e dos problemas que ainda amontoa.
     Sombra é ausência de luz. Acendendo o clarão, ela bate em retirada.
     Quando estiver a ponto de desistir, recorde que esse é o momento mais precioso de seus testemunhos.
     A resistência, quando colocada à prova, significa aferição com o intuito de promover a criatura a aprendizados mais avançados nas lições do aprimoramento espiritual.
     Tenha cuidado de si mesmo nessa hora, para que a abençoada ocasião de aprender não passe sem que você retire dela o melhor que puder. Transforme a treva com a luz que há em você.
     Guarde a certeza de que jamais se sentirá desamparado se resolver acreditar no seu guia interior, pleno de liminosidade e pronto a orientá-lo na direção da harmonia.

sábado, 27 de agosto de 2011

OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO

         A doutrina de Jesus ensina sempre a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura, ambas muito ativas, embora os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade.
        A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração. Ambas são forças ativas, pois carregam o fardo de provas que a revolta insensata deixa cair por terra.
        O covarde não pode ser resignado, assim como o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes.
        Jesus foi a encarnação dessas virtudes desprezadas pela Antiguidade materialista. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nas fraquezas da corrupção. Veio fazer brilhar, no seio da humanidade abatida, os triunfos do sacrifício e da renúncia carnal.
       Assim, cada época é marcada pelo cunho da virtude ou do vício, que deve salvá-la ou perdê-la. A VIRTUDE DE NOSSA GERAÇÃO É A ATIVIDADE INTELECTUAL; SEU VÍCIO É A INDIFERENÇA MORAL.
       A atividade, por sua vez, é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim, menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época inteira.
       INFELIZ DO ESPÍRITO PREGUIÇOSO, daquele que fecha seu entendimento!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A PACIÊNCIA

         A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos. Não devemos nos afligir quando sofremos, mas, ao contrário, devemos bendizer a Deus Todo Poderoso que nos marcou com a dor aqui para a glória nos cés.
        Sejamos pacientes; a paciência também é uma caridade, e devemos praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil das caridades.. Mas há uma bem mais penosa, e consequentemente bem mais meritória: perdoar àqueles que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos, e por em prova  nossa paciência.
        A vida é difícil. Ela se compõe de mil ninharias que são alfinetadas que acabam por ferir. Mas é preciso olhar tanto os deveres que nos são impostos quanto as consolações e as compensações que recebemos. Só então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores.
        Quando se olha do alto, o fardo parece menos pesado do que quando se curva a fronte para o chão.
        Coragem! o Cristo é nosso modelo. Ele sofreu mais que qualquer um de nós, e não tinha nada a se repreender, enquanto nós temos que expiar nosso passado e fortalecer-nos para o futuro.
       Sejamos paciente!.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A AFABILIDADE E A DOÇURA

        A benevolência para com seus semelhantes, fruto do amor ao próximo, pruduz a afabilidade e a doçura, que são sua manifestação. Entretanto, é preciso não confiar sempre nas aparências.
       A educação e os costumes do mundo podem dar o veniz dessas qualidades. Quantos há cuja fingida bondade é apenas uma máscara exterior, uma veste cujo corte calculado dissimula as deformidades ocultas!
       O mundo está cheio dessas pessoas que têm sorriso nos lábios e veneno no coração; que são dóceis desde que nada as ofenda, mas que mordem à menor contrariedade; cuja língua dourada, quando falam frente-à-frente, se transforma em dardo envenenado quando falam por trás.
       A essa classe pertencem ainda os homens que, benignos por fora, em casa são tiranos domésticos, fazendo sofrer sua família e seus subordinados. Sua vaidade se satisfaz em poder dizer: "Aqui eu mando e sou obedecido", sem pensar que lhe poderiam acrescentar, com mais razão: "E sou detestado".
      Não basta que dos lábios escorram leite e mel; se o coração for alheio a isso será hipocrisia.
      Aquele cuja afabilidade e doçura não são fingidas nunca é desmentida. Ele é o mesmo para o mundo e na intimidade. Sabe que é possível enganar os homens pelas aparências, mas não se engana a Deus.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O ÓDIO.

         O ódio é remanescente vigoroso das mais sórdidas paixões do primarismo selvagem, que permanece em luta com a razão e o sentimento de amor inato em todos os seres. Somente desaparece mediante a terapia do amor incondicional, que o dilui.
         O ódio permanece no mundo na condição de loucura que o tempo amorosamente irá desfazendo, fertilizando as sementes da misericórdia, que é o germinar desse amor no solo dos sentimentos.
         É necessário estarem os homens cheios de misericórdia assim como cheio de misericórdia é Deus.
         O ódio envenena os sentimentos e entorpece a razão.
         A coragem é não revidar o mal, nem sequer pensar no mal, não se permitir sentir o mal.
         O remédio para o ódio é o amor, para a violência é o perdão, para a usura o desprendimento e para a desconfiança é a fé.
         ( do livro As Dores do Mundo - José Carlos Leal)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O PENSAMENTO

           A verdadeira pureza não está só nos atos, mas também no pensamento. Pois quem tem o coração putro, nem sequer pensa no mal. Foi isso que Jesus quis dizer. Ele condena o mau, mesmo em pensamento, porque é um sinal de impureza.
           Sofrem-se as consequências de um mau pensamento que não foi efetivado?
           Há aqui uma importante distinção a fazer. À medida que a alma, comprometida com o mau caminho, avança na vida espiritual, aos poucos se esclarece e se despoja de suas imperfeições, conforme a maior ou menor boa vontade aplicada, em virtude de seu livre-arbítrio. Portanto, todo mau pensamento é resultado da imperfeição da alma. Mas, conforme o desejo que tenha de depurar-se, mesmo esse mau pensamento torna-se, para ela, uma oportunidade de adiantamento, porque o repele com energia.
           É o indício de uma mancha que ela se esforça por apagar; não cederá se a ocasião de satisfazer um mau desejo apresentar-se. E, se tiver resistido, sentir-se-á mais forte e alegre com sua vitória.
           Aquela alma que, ao contrário, não tiver tomado boas resoluções, procura a ocasião, e se não cumpriu o mau ato, não é efeito de sua vontade, mas é a ocasião que lhe falta. Ela é, pois, tão culpada quanto se o cometesse.
          Em resumo, na pessoa que não concebe o pensamento do mal, o progresso está cumprido. Naquela a quem esse pensamento vem, mas que o repele, o progresso está em vias de seu cumprimento. Naquela, enfim, que tem esse pensamento e nele se compraz, o mal ainda está em toda sua força. Numa, o trabalho está feito, noutras, está por fazer. Deus, que é justo, leva em conta todas essas nuances na responsabilidade dos atos e dos pensamentos do homens.

sábado, 13 de agosto de 2011

O JARDIM DAS ROSAS

       Se em sua caminhada evolutiva, encontrar alguém que lhe queira bem e você a ela, aceite esse carinho com suavidade. Não lhe peça nada, não exija, não reclame.
       Quanto mais lhe quer bem, menos a explore; sirva-a sem nada pedir e sem esperar retribuicões, porque, caso imponha sua vontade, modificará esse sentimento carinhoso, podendo até decretar o fim da relação.
       Devemos receber com alegria o que com amor nos é dado.
       Quando se ama, não se deve reter perto da gente o ser amado. Deve-se deixá-lo em liberdade.
       Ame de forma sincera e pura e terá o ser amado sempre perto.
       A questão principal de qualquer casamento  é ser irmão ou adversário, é ser generoso ou mesquinho, é ser compreensivo ou inflexivel, é ser sincero ou hipócrita, é ser espontâneo ou forçado, é ser desprendido ou interesseiro. Porque é o sentimento que conta, sempre, não é coabitar o mesmo domicilio.