sábado, 30 de julho de 2011

MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE.

       Não sejas arrogante do que sabes, pois esse saber tem limites bem circunscritos no mundo que habitais.
       Mesmo supondo que és uma sumidade de inteligência deste globo, não tens nenhum direito de envaidecer-te com isso. Se Deus, em seus desígnios, fez que nasceste num meio em que pudesses desenvolver tua inteligência, é que Ele quer que a uses para o bem de todos. É uma missão que te dá, pondo em tuas mãos o instrumento com o qual podes ajudar a desenvolver, por tua vez, as inteligências retardatárias, e conduzi-las a Deus. A enxada que o jardineiro põe nas mãos de seu trabalhador não lhe mostra que ele deve cavar?
      A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que dela são dotados usassem-na visando a Deus, a tarefa dos Espíritos de fazer avançar a humanidade seria mais fácil. Infelizmente, muitos fazem dela um instrumento de orgulho e perdição para si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades. E, no entanto, não faltam lições para adverti-lo de que uma poderosa mão pode tirar-lhe o que lhe deu.

POBRE RAÇA HUMANA!

     Pobre raça humana cujo egoísmo corrompeu todos os caminhos, ainda assim, retoma a coragem. Em sua misericórdia infinita, Deus envia um poderoso remédio a seus males, um socorro inesperado à sua aflição. Abre os olhos à luz; eis aí as almas dos que não estão mais aqui, e que vêm nos chamar a nossos verdadeiros deveres.
    Elas dirão, com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas de nossa passageira existência são pouca coisa perto da eternidade; que os poderosos da terra, se abusaram de sua autoridade, serão obrigados a obedecer a seus servidores; que enfim, a caridade e a humildade, essas duas irmãs que se dão as mãos, são títulos mais eficazes para obter graça perante o Eterno.
  

sexta-feira, 29 de julho de 2011

PERDOE-SE POR NÃO SER QUEM GOSTARIA.

        É nos instantes de crise que surgem as mais nobres oportunidades de descoberta e autoperdão.
        Olhe para seu momento de testemunhos com coragem; peça a Deus a força que lhe falta; respire fundo e não adie o ensejo bendito de ruptura com a fuga e a acomodação.
        Crise é o exame da vida quando você se encontra apto à promoção.
        Crise é o outro nome do progresso, caso se disponha a enfrentar e a aprender.
        De fato, terá incômodos e intempéries durante os testes de discernimento e resistência. Nada, porém, poderá tirar seu ânimo de prosseguir se mantiver acesa a chama da esperança e do otimismo, da coragem e da cordialidade para consigo mesmo.
        Ante a aplicação dos instrumentos cirúrgicos da dor, descobrirá que é preciso transformar o mal que o ataca a fim de adquirir saúde e equilíbrio na direção de dias mais ricos de alegria e distantes da ilusão.
        Especialmente a ilusão sobre quem você pensa que é.
        Avance confiante. Não existe prova sem solução. A dor é mensagem de sua alma suplicando renovação e crescimento.
        Perdoando a si mesmo por ainda não ser quem gostaria, você avançará na rota segura para alcançar suas metas gloriosas para que seja quem verdadeiramente é.
                     (Lições para o autoamor - Wanderley Oliveira)

ORGULHO E HUMILDADE

        A humildade é uma virtude muito esquecida entre nós; os grandes exemplos que nos foram dados pouco são seguidos.
        Sem humildade, enfeitamo-nos de virtudes que não temos, como se usássemos uma roupa para esconder as deformidades de nosso corpo.
        O orgulho é terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da terra inaginam que títulos e riquezas são recompensas dadas a seu mérito, e que sua essência é mais pura que a do pobre.
        Acreditam que isso lhes é devido, e é por isso que, quando Deus lhes tira o que têm, acusam-No de injustiça. Que cegueira! Deus nos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo do rico? O Criador fez duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio. Nunca atribuemos idéias concebidas por nosso cérebro orgulhosos.
         É verdade que nosso vestuário em quase nada se assemelha. Mas se nos despíssemos, que diferença haveria entre nós?
         A química não encontrou diferença entre o sangue do grande nobre e do plebeu; entre o do senhor e o do escravo.
         Lancemos enfim, os olhos sobre a realidade das coisas deste mundo, sobre o que faz a grandeza e a inferioridade do outro. Pensemos que a morte não nos poupará mais que a outro. Que ela poderá atingir-nos hoje, amanhã, em uma hora e lamentaremos o orgulho alimentado na alma, pois seremos dignos de piedade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O PODER DE DEUS

    O poder de Deus manifesta-se tanto nas menores coisas quanto nas maiores; Ele não esconde a luz, uma vez que a derrama em ondas por todas as partes; cegos, pois, os que não a vêem.
    Deus não quer abrir-lhes os olhos à força, quando apraz, a eles, mantê-los fechados. Sua vez irá chegar, mas antes é preciso que sintam as angústias das trevas, e reconheçam Deus, e não o acaso, na mão que fere seu orgulho. Ele emprega, para vencer a incredulidade, os meios que lhe convém conforme os indivíduos.
    Não cabe ao incréduto prescrever-lhe o que deve fazer, e dizer-lhe: Se desejais convencer-me, deveis portar-vos de tal ou qual forma, e antes de tal momento que naquele outro.
    Que os incrédulos não se espantem, pois, se Deus não se submeter às suas exigências.
    Deus escuta com bondade os que se dirigem à Ele com humildade, e não os que se julgam maiores que Ele.
    Se os incrédulos se recusam a reconhecer a verdade, é que seu espírito ainda não está maduro para compreendê-la, nem seu coração para senti-la.
    O ORGULHO É DENDA QUE OBSCURECE A VISTA. De que serve apresentar a luz a um cego?
    Portanto, é preciso primeiro curar a causa do mal; é por isso que, médico hábil, Ele castiga primeiramente o orgulho. Não abandona seus filhos perdidos; sabe que, cedo ou tarde, seus olhos se abrirão, mas quer que seja por sua própria vontade. Então, vencidos pelos tormentos da incredulidade, atirar-se-ão por si mesmos em seus braços e, como o filho pródigo, pedir-lhe-ão graça.

sábado, 9 de julho de 2011

SUICÍDIO

       Quer o homem se mate ou se faça matar, o objetivo é sempre o de abreviar a vida e, por consequência, há suicídio em intenção, ainda que não haja de fato.
      O pensamento de que sua morte servirá para alguma coisa é ilusório. É só um pretexto para colorir sua ação e desculpá-la a seus próprios olhos.
      A verdadeira abnegação consiste em não temer a morte quando se trata de ser útil, em enfrentar o perigo, em sacrificar sua vida-antecipadamente e sem lamento-, se isso for necessário. Mas a intenção premeditada de buscar a morte, expondo-se a um perigo, mesmo a serviço, anula o mérito da ação.
      Quem disse que a providência não reserva um meio inesperado de salvação no momento mais crítico?
      Não pode ela salvar até mesmo aquele que está na boca de um canhão? Ela pode, muitas vezes, querer levar a prova de resignação até seu derradeiro limite, e então uma circunstância inesperada desvia o golpe fatal.
       Aqueles que aceitam os sofrimentos com resignação por submissão à vontade de Deus podem tornar esses sofrimentos proveitosos para outros também, tanto material quando moralmente. Materialmente, se, pelo trabalho, as privações e os sacrifícios a que eles se impõem contribuem para o bem-estar material de seus próximos. Moralmente, pelo exemplo que dão de sua submissão à vontade de Deus. (São Luiz)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

PROVAS E EXPIAÇÕES

     Alguns pensam que, como se está nesta terra para expiar, é preciso que as provas sigam seu curso. Há os que querem acreditar que não apenas nada é preciso fazer para atenuá-las, como ainda é preciso, ao contrário, contruibuir para torná-las mais proveitosas, tornando-as mais vivas.
    É um grande erro. Sim, nossas provas devem seguir o curso que Deus lhes traçou, mas conhecemos esse curso? Sabemos até que ponto elas devem ir?
    Como sabemos se a providência não nos escolheu, não como um instrumento de suplício para agrava os sofrimentos do culpado, mas como bálsamo de consolação que deve cicatrizar as chagas que sua justiça tinha aberto?
     Diga ao contrário:
    Vejamos que meios nosso Pai misericordioso pôs em meu poder para amenizar o sofrimento de meu irmão. Vejamos se minhas consolações morais, meu apoio material, meus conselhos não poderão ajudá-lo a superar essa prova com mais força, paciência e resignação.
     Se Deus pôs em minhas mão o meio de fazer cessar esse sofrimento. Se Ele não me incumbiu, também como prova, e como expiação, deter o mal e substitui-lo pela paz.
    Portanto, ajudemo-nos sempre em nossas respectivas provas, e nunca nos consideremos como instrumento de tortura. Esse pensamento deve revoltar todo homem de coração.